O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), afirmou em entrevista à Rádio Jovem Pan que durante sua gestão realizou cortes ou reduções em mais de 140 impostos e taxas, destacando que essa coragem será mantida no Senado. Mendes afirmou: "Tive coragem de cortar mais de 140 impostos, taxas e impostos. Está lá a lista para qualquer um ver. São mais de 140 taxas e impostos que foram reduzidos aqui no Mato Grosso ou cortados, eliminados. Então, isso é ter coragem, mas saber fazer e ter uma estratégia para fazer isso virar verdade."
Mauro Mendes citou exemplos de sua gestão, como a isenção de ICMS sobre itens da cesta básica e a diminuição de alíquotas em setores como calçados, confecções, telecomunicações e transporte intermunicipal. Ele também mencionou que, apesar das resistências políticas e econômicas enfrentadas, as decisões tomadas resultaram em benefícios concretos. Entre as obras destacadas estão o Hospital Central, que ficou 34 anos sem conclusão, e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, que foi discutida por cerca de 30 anos. Mendes também lembrou a ponte sobre o Rio das Mortes, a duplicação da BR-163 e a Ferrovia Vicente Vuolo, a primeira ferrovia estadual do Brasil, que liga Rondonópolis a Lucas do Rio Verde.
O candidato ressaltou que, para o Congresso Nacional, é fundamental ter coragem, estratégia e a capacidade de tornar possíveis as ações que parecem inviáveis. Durante a entrevista, ele abordou uma das decisões mais polêmicas de sua administração, que foi o confronto com o agronegócio para promover mudanças nos incentivos fiscais. Apesar das críticas e vaias no início do governo, ele acredita que essa estratégia foi essencial para reorganizar a política tributária do estado.
"Também tive coragem de enfrentar o grande agronegócio. Tive coragem de enfrentar e cortar incentivos fiscais. Mas eu tinha estratégia, porque não adianta falar. Tem muita gente que falou isso e nunca fez", declarou Mendes.
Na defesa de sua candidatura ao Senado, Mauro Mendes afirmou que pretende manter uma postura independente e levar ao Legislativo a mesma disposição para tratar de questões desafiadoras. Ele enfatizou que não deseja se submeter a um eventual governo federal, mantendo sua atuação focada nos interesses de Mato Grosso.
Mendes reconheceu que a dinâmica no Senado será diferente daquela vivida no Executivo, onde as decisões podem ser tomadas diretamente. No Legislativo, ele terá que negociar, formar alianças e convencer outros parlamentares. "Você acha que em um colegiado que você depende dos outros, se você é um cara que espanta a rodinha, você vai conseguir aprovar alguma coisa? Lá eu vou depender de 80 pessoas, então eu tenho que ser um cara que consigo me relacionar bem com elas, ser respeitado por elas, ajudar nos projetos importantes e trabalhar pelos interesses do nosso Estado."