Em uma recente demonstração de indignação seletiva, o técnico judiciário ADOC em Pranchita, no sudoeste do Paraná, Eron Aramis de Souza, utilizou suas redes sociais para criticar a gestão de recursos públicos e a falha do DNIT na instalação de redutores de velocidade. No vídeo, Eron que é coordenador da campanha do senador Sergio Moro (PL) a governador na sua região, comete infrações de trânsito enquanto cobra melhoria nas rodovias.
Em 2020, Eron foi eleito vereador pelo Partido Liberal (PL) e presidiu a Câmara Municipal entre 2021 e 2022. Em 2024, foi candidato a prefeito de Pranchita pelo PL e mesmo assim não obteve sucesso nas urnas.
Em um vídeo recente nas suas redes sociais, ele aponta falhas na sinalização da BR que corta a cidade, utilizando a tragédia de mortes no trânsito como argumento para cobrar autoridades. Contudo, o paradoxo de sua conduta é evidente: enquanto exige responsabilidade do Estado, o próprio servidor aparece no vídeo dirigindo um veículo em movimento e manuseando o celular para se gravar, expondo a segurança de todos a um risco desnecessário.
O revés eleitoral não diminuiu sua disposição em gravar conteúdos críticos. No vídeo recente, ele aponta falhas na sinalização da BR que corta a cidade, utilizando a tragédia de mortes no trânsito como argumento para cobrar autoridades. Contudo, o paradoxo de sua conduta é evidente: enquanto exige responsabilidade do Estado, o próprio servidor aparece no vídeo dirigindo um veículo em movimento e manuseando o celular para se gravar, expondo a segurança de todos a um risco desnecessário.
Essa contradição é ainda mais sensível ao considerar que Eron atua no Poder Judiciário. De um agente público que transita pelo sistema de justiça e defende pautas de moralidade, espera-se, no mínimo, o cumprimento das normas que ele próprio deveria ajudar a preservar. A prática de gravar vídeos ao volante ignora as regras básicas de trânsito, levantando questionamentos sobre a coerência de quem utiliza a retórica de “mudança de postura” enquanto ignora leis vigentes.
O episódio em Pranchita serve como reflexão sobre a distância entre o discurso e a prática. A tentativa de capitalizar politicamente sobre a necessidade de melhorias na infraestrutura urbana perde a credibilidade quando o autor da mensagem ignora, em sua própria rotina, os deveres mais básicos de um cidadão e servidor público, comportando-se de maneira oposta ao que prega em suas redes sociais.
Ao agir dessa forma, Eron incorre em infração direta ao **Artigo 252, inciso V, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB)**, que tipifica como infração dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto quando deva fazer sinais regulamentares de braço, mudar a marcha do veículo, ou acionar equipamentos e acessórios do veículo, além de proibir especificamente o uso de telefone celular. O ato reforça o abismo entre o discurso moralista e a conduta efetiva nas ruas.
Veja o vídeo: