Na segunda semana de setembro de 2026, o mercado futuro do boi gordo observou uma valorização nos contratos com vencimentos mais próximos, principalmente aqueles para outubro e dezembro. Os contratos BGIV26 e BGIZ26 destacaram-se com as maiores altas em comparação ao mesmo período do mês anterior.
O contrato que vence em outubro de 2026 (BGIV26) registrou uma valorização de 5,93%, alcançando uma média de R$ 378,69 por arroba. Por sua vez, o contrato de dezembro de 2026 (BGIZ26) teve um incremento de 5,43%, com média de R$ 384,49 por arroba.
Esse desempenho nas cotações sugere que o mercado está precificando uma possível diminuição na disponibilidade de animais prontos para abate nos próximos meses. Um dos fatores que contribui para essa situação é a retenção de fêmeas, que reduz a oferta de animais destinados ao abate e, consequentemente, ajuda a manter os preços elevados.
Além da expectativa de uma oferta mais restrita, o mercado também observa a possibilidade de um aumento na demanda externa por carne bovina, especialmente com a perspectiva de ampliação das importações pelos Estados Unidos. Essa combinação de menor disponibilidade de animais e um potencial crescimento nas exportações tende a deixar o mercado atento ao comportamento das cotações do boi gordo nos meses seguintes.
Apesar do cenário de valorização, há desafios que podem limitar novos avanços nos preços. Um dos principais pontos de atenção é o atingimento da cota de importação chinesa, que implica a aplicação de sobretaxa sobre os volumes que ultrapassarem o limite estabelecido. Essas condições são especialmente relevantes para o mercado pecuário, dada a importância da China nas exportações brasileiras de carne bovina.
O comportamento dos contratos futuros nas próximas semanas deverá refletir a dinâmica entre a oferta de animais para abate, a demanda tanto interna quanto externa e as condições de acesso aos principais mercados compradores.