Deputado Mauro Moraes foi abordado na Alep após denúncia de saque de R$ 300 mil
Policiais federais estiveram na Assembleia Legislativa do Paraná e, segundo informações, também cumpriram mandado de busca em escritório político ligado ao parlamentar, a dois dias da eleição.
O deputado estadual Mauro Moraes, candidato à reeleição pelo PL, foi abordado por policiais federais à paisana no início da tarde desta sexta-feira (2), no pátio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).
A abordagem ocorreu em frente a uma agência do banco Itaú instalada nas dependências do Legislativo. Segundo informações obtidas pelo Blog Politicamente, a Polícia Federal teria recebido uma denúncia sobre um saque de aproximadamente R$ 300 mil que seria realizado no local.
De acordo com os relatos, o dinheiro teria sido sacado por um assessor parlamentar de Mauro Moraes e colocado dentro de uma mochila. No entanto, os policiais não teriam localizado o assessor durante a abordagem. Ele teria deixado o local antes da chegada dos agentes.
Durante a ação, Mauro Moraes prestou esclarecimentos preliminares aos policiais ainda no pátio da Alep. Conforme as informações, o deputado teria afirmado que os recursos tinham origem lícita e estavam declarados no Imposto de Renda. Nesse intervalo, o parlamentar também teria telefonado para seu advogado.
Após a abordagem, os agentes federais teriam ido até a agência do Itaú, onde conversaram com funcionários. Entre as questões levantadas, estaria a existência de imagens das câmeras de segurança do banco.
Na sequência, os policiais deixaram a sede do Poder Legislativo a pé.
Mandado de busca
Ainda segundo uma fonte ouvida pelo Blog Politicamente, os policiais teriam se dirigido a um escritório político ligado ao deputado, localizado na Rua Anne Frank. No endereço, teriam cumprido um mandado de busca autorizado pela Justiça Eleitoral do Paraná.
A ação ocorreu a dois dias da eleição.
Até o momento, as informações relatadas não permitem concluir que o deputado tenha cometido alguma irregularidade. A origem dos recursos, as circunstâncias do saque e o eventual vínculo dos fatos com uma investigação eleitoral dependem de esclarecimentos das autoridades responsáveis.